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Textos para o ENEM – Parte 6

Se um pinguim imperador, que atinge 1,5 m de altura, enfrentasse o rigoroso clima da Antártica sozinho (ventos de até 300km/h e temperaturas de – 40ºC), as perdas de energia térmica – condução para o solo, convecção para o vento e radiação térmica para os corpo mais frios que os cercam, inclusive o céu – seriam tão intensas que a morte por congelamento seria inevitável.
No entanto, Milhares de pinguins se aglomeram no inverno antártico para minimizar a perda de calor para o ambiente.
Como isto acontece?
A aglomeração de até 10 pinguins por metro quadrado reduz substancialmente o escoamento do vento gelado em torno de seus corpos e, por consequência, as perdas de calor por convecção. As perdas de calor por radiação térmica se mantém, no entanto, o infravermelho liberado por um pinguim é parcialmente absorvido pelos outros…como muitas aves estão concentradas, forma-se um excelente mecanismo de compensação de perda de energia térmica.
Gostou? é a física aplicada à sobrevivência no mundo animal.
Prof. Neto e Prof. Allan

Textos para o ENEM – Parte 5

Os espelhos planos são confiáveis, pois as imagens formadas apresentam real noção tamanho e real noção de profundidade.

No quadro, as imagens refletidas possuem a forma correta, mas as posições estão erradas. Quando você olha para o quadro pela primeira vez, já é possível ter esta impressão, mesmo que de modo inconsciente. As garrafas do lado esquerdo estão na parte de trás do balcão, mas na imagem refletida aparecem na parte da frente. A imagem da bela dama deveria se formar atrás dela e não à direita. Porém, o equívoco mais desconcertante é que a dama está olhando diretamente para você, e no reflexo, há um senhor bem à frente dela, o senhor de cartola seria você, caro observador.

Sendo este o caso, sua imagem (senhor de cartola) não poderia estar à direita, como foi pintada; na verdade, o corpo da atendente deveria estar bloqueando a sua visão, logo você não poderia se ver no espelho.

Violadas as leis da reflexão, mas a obra é bela…

Obra: Un bar aux Folies-Bergères.
Artista: Édouard Manet.
Estilo: Impressionista
Ano: 1882.

Prof. Allan e Prof. Neto

Textos para o ENEM – Parte 4

Já pensou viajar por um milênio e mesmo assim não conseguir completar uma volta em uma estrela?
VY Canis Majoris é a maior estrela conhecida pelo homem, seu diâmetro é aproximadamente igual a 3 bilhões de quilômetros.

“Professor é tão grande que não consigo imaginar o que seria isso”

Vou tentar te ajudar:

O diâmetro da Majoris é maior que o da órbita de Saturno.
“Ok, mas ainda não é palpável para mim”

Ok vamos para outro exemplo:
Considere um avião em movimento uniforme (rapidez constante) com velocidade de 1000km/h, ou seja 1000km percorridos em cada 1h, ou se preferir a cada 1h —— 1000km.
Considerando o raio da estrela 1,5 bilhões de quilômetros (1,5.109 km) a distancia percorrida para dar uma volta ao redor dessa estrela é 2R (comprimento da circunferência), portanto:

d = 2 (3,14) 1,5.10
d = 9,42 109 km

Como a cada 1h —— 1000km. Temos:

1h —— 1000km
x —— 9,42 109 km
x = 9,42 106 h

Entendo que 9,42 106 h é realmente difícil de imaginar, pois novamente é um valor muito grande então vamos melhorar um pouquinho.

9,42 106 h = 392500 dias e isso é aproximadamente igual a 1100 anos.

Uau… Para dar uma volta nessa estrela viajando a 1000km/h você demoraria mais de um milênio. Agora ficou mais claro o tamanho desse monstro.

Este peso pesado tem dimensões mega gigantescas – seu diâmetro é 2000 vezes superior  ao do Sol -, no entanto, nossa estrela, quando vista daqui, parece muito maior. Esta é uma clássica ilusão de ótica: quanto mais longe estiver o objeto, menor ele irá parecer –  VY Canis Majoris é   320 milhões de vezes mais distante da Terra que o Sol.  Infelizmente, a estrela VY Canis Majoris  não vai levar o título sozinha, porque curiosamente, apesar de ser a maior estrela conhecida  em volume, não é a maior  em termos de massa.  Este título pertence a outra  estrela – R136a1.

Texto: Prof. Neto e Prof. Allan Borçari

Textos para o ENEM – Parte 3

Nuvens coloridas

A luz solar ao encontrar gotas d’água ou cristais de gelo suspensos na atmosfera com tamanho da ordem do mícron – 1000 vezes menor que o milímetro -, sofrerá difração, ou seja, espalha-se em torno das gotas ou cristais. A sobreposição de vários espalhamentos formam as nuvens iridescentes, sim as nuvens coloridas…ou em fisiquês: as figuras de interferência.
Para certos ângulos de incidência dos raios solares em relação aos cristais ou às gotas, as ondas luminosas espalhadas estarão em fase, ou seja, sua sobreposição dará origem a efeitos luminosos mais intensos – interferência construtiva, no entanto, para outros ângulos, o espalhamento dará origem a ondas em oposição de fase, e por consequência, efeitos luminosos mais pálidos (menos intensos).
Infelizmente, nossa atmosfera não parece aquela do desenho dos Ursinhos Carinhosos todos os dias devido à distribuição dos cristais e das gotas na atmosfera. Apenas se as gotas e os cristais apresentarem basicamente o tamanho adequado, o efeito será claramente notado, caso contrário, o efeito será tão tênue que não será percebido.

Foto: Ricardo Bourscheid

Aula on-line

Se a Física nos vestibulares – incluindo ENEM – e no ensino médio é o PROBLEMA, podemos ajudar.
GRÁTIS – aulas semanais on-line + Listas de exercícios, com os professores Neto e Allan.
Início: 06 de março.

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